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Publicado em 22/03/2026
Por Aqui Agora
(Repórter Bony Araujo)
A exposição precoce à violência pode deixar marcas profundas e duradouras no desenvolvimento infantil, com reflexos que ultrapassam a vida privada e alcançam toda a sociedade. É o que alerta a neuropsicopedagoga Eliane Medeiros, ao explicar que experiências traumáticas na infância tendem a ser internalizadas e, mais tarde, reproduzidas, seja em comportamentos autodestrutivos, seja na relação com o outro.

“Essas crianças estão gerando e organizando conteúdos que mais tarde virão para a sociedade. Então, o impacto não é só para ela, é para a sociedade também, porque, de certa forma, ela vai reproduzir essa violência, seja contra si mesma, com comportamentos autolesivos, ou contra o outro”, disse em entrevista ao MidiaNews.
De acordo com a especialista, a mente infantil funciona como uma esponja, absorvendo tudo o que está ao seu redor. O cérebro da criança, que ainda está formando conexões neurais, quando exposto a estímulos intensos e fora do tempo adequado, pode sofrer sobrecargas que comprometem áreas como linguagem, cognição e o equilíbrio emocional.
A violência, seja ela presenciada ou vivenciada como alvo direto, pode gerar traumas para toda a vida. Eliane comparou o fenômeno a uma “lesão invisível” que, diferentemente de um machucado físico, o trauma psíquico “é uma lesão subjetiva que a gente não consegue pegar, não consegue mensurar”.
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