A desembargadora Gabriela Knaul, da 2ª Câmara Criminal do Tribunal de Justiça de Mato Grosso, negou habeas corpus e manteve a prisão preventiva do vereador Túlio César (Republicanos), de Poxoréu (a 263 km de Cuiabá). Ele é investigado por envolvimento na morte da jovem Lavignia Gabrielly Guimarães Coutinho, de 20 anos. O parlamentar foi alvo da Operação "Elo Oculto" e preso no último dia 14 em casa, no município.
Na decisão, a magistrada afirmou que a manutenção do cárcere é necessária para garantir o andamento das investigações. Segundo a desembargada, a liberdade do vereador poderia atrapalhar a apuração dos fatos, influenciar testemunhas e dificultar a identificação de outros suspeitos.
O crime ocorreu em 10 de maio desse ano. Lavignia foi morta a tiros dentro de uma casa noturna, na companhia de amigos. A jovem foi atingida dentro do estabelecimento e não teve tempo de reagir. A polícia apura se ela foi executada após ser confundida com informante da PM. A mãe da vítima trabalha na base da Polícia Militar do município e, segundo informações, a jovem frequentava o local e auxiliava a mãe. Essa proximidade teria motivado a ordem de execução, supostamente dada por uma facção criminosa.
No dia da operação, além da prisão de Túlio, agentes cumpriram mandados e apreenderam celulares e computadores.
A defesa do vereador entrou com habeas corpus alegando que ele colaborou com as investigações ao entregar os aparelhos com as senhas, que tem bons antecedentes e exerce mandato eletivo.
A desembargadora rejeitou os argumentos. Ela destacou que a custódia ainda é útil para a realização do interrogatório e para evitar combinação de versões. Também ponderou que cargo público e endereço fixo não impedem a prisão preventiva em casos de crime hediondo.
Conforme a decisão, a Polícia Civil ainda precisa esclarecer a dinâmica do homicídio, localizar a arma usada e identificar possíveis coautores.
A Operação segue e deve identificar a participação de cada envolvido.
O caso
A Operação "Elo Oculto" foi deflagrada pela Polícia Civil de Mato Grosso, em julho de 2026, para apurar o assassinato de Lavignia Gabrielly Guimarães Coutinho, de 20 anos. A jovem foi morta a tiros na madrugada de 10 de maio de 2026 dentro de uma casa noturna em Poxoréu.
De acordo com a investigação, o crime foi encomendado por membros de uma facção criminosa. A suspeita é de que Lavignia tenha sido confundida com informante da PM, já que a mãe dela trabalha na base da Polícia Militar da cidade.
Durante a operação foram cumpridas oito ordens judiciais em Poxoréu, Primavera do Leste e Canarana, incluindo um mandado de prisão temporária e sete de busca e apreensão.
O principal alvo foi o vereador recém-empossado de Poxoréu, Túlio César de Oliveira Lima, do Republicanos. Ele teve a prisão temporária decretada por suspeita de envolvimento no homicídio.