Jovem é detido com munições e armas em Primavera do Leste
No local, os militares encontraram três armas, sendo uma de fabricação caseira calibre .38 e duas carabinas de pressão adaptadas para calibre .22, além de outras munições deflagradas.
Publicado em 05/08/2025
Por Aqui Agora
Ao menos 20 estudantes foram identificados como membros de um grupo criado inspirado nas facções criminosas e que participou da Escola Estadual Carlos Hugueney, no Alto Araguaia (415 km ao sul de Cuiabá). O fato foi descoberto após uma aluna de 12 anos e foi brutalmente agredido por 4 estudantes. O episódio, que tem características de um “salve” - castigo aplicado pela fação, foi registrado em vídeo e espalhado online. O espancamento teria acontecido após uma menina descumprir uma das regras do grupo.
O delegado da cidade, Marcos Paulo Batista de Oliveira, contou que assim recebeu o vídeo convocado pelas alunas identificadas. Elas foram ouvidas e contaram a existência do grupo. “Talvez, inspirado por essa 'bandidolatria', resolveram ali entre eles criar um grupo, definindo regras, líder, disciplina, copiando mais ou menos o que ocorre dentro das facções criminosas”, disse.
Oliveira destacou que a menina foi agredida de forma covarde. A reportagem do apurou que as 4 meninas que aparecem no vídeo têm idades entre 12 e 14 anos. “A vítima teria descumprido uma das regras criadas pelo grupo, uma delas, por exemplo, é que durante a agressão não pode chorar, se chorar, a agressão é ainda maior”.
Histórico
O delegado destacou que, durante uma verificação de vida dos agressores, foi descoberto que, infelizmente, eles têm parentes faccionados. "O que talvez possa ter combinado essa ideia de criar esse grupo, de reproduzir aquilo que talvez aconteça em casa dentro da escola".
"Vamos encaminhar as informações ao Ministério Público e pedir a internação das menores. O Órgão vai receber o procedimento e vai adotar as disposições do Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA)", disse Marcos.
Uma das menores, segundo o delegado, foi recentemente acompanhada para a delegacia. Ela estava andando com faccionados usuários de drogas. “É até difícil acreditar que isso acontece dentro de um ambiente escolar”, destacou.
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