Uma denúncia explosiva após a morte do advogado Renato Gomes Nery revelou a existência de um suposto esquema de crime articulado por empresários e com apoio de policiais militares, incluindo a manipulação de provas para despistar as investigações.
A mesma arma do crime — uma pistola Glock G17 — teria sido “plantada” por policiais em um falso confronto com criminosos, uma semana após a execução do advogado, com o objetivo de simular uma troca de tiros e desviar a linha investigativa.
Renato Nery, segundo a denúncia, conseguiu na Justiça uma liminar que suspendia pagamentos de locação de terrenos no valor de R$ 2,3 milhões. Poucos dias depois, em 5 de julho de 2024, ele foi concluído com ao menos sete tiros na cabeça, em Cuiabá. A motivação do crime estaria ligada a essa disputa judicial por mais de 12 mil hectares de terras em Novo São Joaquim, a 475 km da capital.
Os supostos mandantes do crime seriam um casal de empresários de **Primavera do Leste**. Eles foram denunciados pelo próprio advogado Renato Nery ainda em 25 de junho de 2023 por suposta participação em uma organização conhecida como **"Escritório do Crime"**.
As investigações apontam ainda que os executores — Heron e o caseiro Alex Roberto de Queiroz Silva — conseguiram a arma do crime nas dependências do Batalhão da Rotam, em Cuiabá. Alex, segundo o Ministério Público, ainda cobrava o pagamento de R$ 40 mil a Heron, valor combinado pela execução.
O Ministério Público do Estado de Mato Grosso (MPMT) denunciou os dois acusados ??no dia 14 de maio de 2025. Eles responderam pelos crimes de homicídio mediante recompensa, fraude processual, abuso de autoridade e participação em organização criminosa.
O caso não é apenas uma trama brutal por disputa de terras, mas levanta sérias suspeitas sobre o envolvimento de agentes públicos em ações criminosas com o objetivo de manipular investigações e proteger interesses econômicos milionários.
**Por: Aqui Agora MT e TV Web Primavera**